O SINDICATO

HISTÓRICO

Com a necessidade da criação de um órgão com representatividade sindical para defender, coordenar e proteger interesses individuais e coletivos da atividade profissional dos policiais federais e servidores administrativos surge, em 22 de agosto de 1989, o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (SINDPOLF/ SP).
Desde então, policiais e servidores do Estado contam com um órgão competente e coeso nas reivindicações sociais e trabalhistas, que tem realizado, desde sua fundação, ações que permitem a melhoria contínua das condições de trabalho no Departamento de Polícia Federal, colaborando com o fortalecimento da instituição e realizando as transformações que a categoria profissional deseja e a sociedade necessita.
O SINDPOLF é o único e legítimo representante no Estado de São Paulo de toda a Carreira Policial Federal, composta pelos cargos de Agente, Escrivão, Papiloscopista, Delegado e Perito, bem como pelos servidores administrativos do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal.

A sociedade vive um ciclo coletivo de tentar conviver em equilíbrio (na área da saúde chamam de homeostase), tentar evitar desvios no convívio (crime) e tentar elucidar as circunstâncias desse desvio, apurando-se quem o fez, quais os motivos e seus resultados (investigação).

Naturalmente que aspectos sociais, políticos, culturais, étnicos e outros interferem nesses processos mas nesse meio em que se vive, a busca do equilíbrio é o almejado em termos de sensação de segurança pública ou sensação de insegurança pública. Não conseguimos comprar 1 Kg ou 1 litro de Segurança Pública, mas conseguimos sentir que um local ou uma região é mais ou menos segura.

Marco Antonio Scandiuzzi é escrivão de Polícia Federal aposentado e especialista em Execuções de Políticas de Segurança Pública.
Marco Antonio Scandiuzzi é escrivão de Polícia Federal aposentado e especialista em Execuções de Políticas de Segurança Pública.

Existe uma balança que pesa ininterruptamente essa relação entre quantidade, tipos e gravidades dos crimes com a capacidade estatal de solucioná-los levando seus autores para que respondam pelos atos cometidos. Quando a balança pende para o lado dos crimes a sensação de insegurança aumenta e quando a balança pende para o lado da minimização destes ou da punição a seus autores a sensação será de aumento da segurança.

Um exemplo prático está em nosso bairro, exatamente onde moramos.

Se você vai todos os dias à padaria e recebe a informação de que toda semana há um roubo naquele local e os autores nunca foram presos, naturalmente você se sentirá inseguro em ir àquele local nas próximas vezes. (mais crimes menos sensação de segurança).

Por outro lado se você tem conhecimento de que naquela mesma padaria os Policiais Militares fazem rondas diárias e um único caso de roubo foi prontamente desvendado e os autores presos, a sua sensação de segurança irá aumentar proporcionalmente, levando a balança a pender para o lado de melhor funcionamento da segurança pública como um todo.

A sensação de segurança é boa e a sensação de insegurança é ruim.

Em uma sociedade ideal, com equilíbrio social, de formação, estudo, financeiro e estruturada a segurança pública tende a ser encarada dentro de um conjunto de fatores que levam a um resultado final. Ou seja, a segurança pública é um dos componentes do bem estar do cidadão em relação ao bem estar geral de um povo, o equilíbrio, a homeostase.

Sabendo que as polícias Investigativas (Polícias Civis nos Estados e Polícia Federal na União) são responsáveis pela elucidação dos crimes e essa elucidação atualmente tem tido índices de 5 a 7% de resolução de crimes, fica fácil entender que elas tem contribuído para a sensação de insegurança que vivenciamos no dia a dia.

Se buscamos a homeostase social temos que enfrentar a ineficácia do modelo investigativo atual. Fato.                         

Marco Antonio Scandiuzzi é escrivão de Polícia Federal aposentado e especialista em Execuções de Políticas de Segurança Pública.