O SINDICATO

HISTÓRICO

Com a necessidade da criação de um órgão com representatividade sindical para defender, coordenar e proteger interesses individuais e coletivos da atividade profissional dos policiais federais e servidores administrativos surge, em 22 de agosto de 1989, o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (SINDPOLF/ SP).
Desde então, policiais e servidores do Estado contam com um órgão competente e coeso nas reivindicações sociais e trabalhistas, que tem realizado, desde sua fundação, ações que permitem a melhoria contínua das condições de trabalho no Departamento de Polícia Federal, colaborando com o fortalecimento da instituição e realizando as transformações que a categoria profissional deseja e a sociedade necessita.
O SINDPOLF é o único e legítimo representante no Estado de São Paulo de toda a Carreira Policial Federal, composta pelos cargos de Agente, Escrivão, Papiloscopista, Delegado e Perito, bem como pelos servidores administrativos do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal.

Programa tem rendido audiência e novas experiências para o agente da PF

Todas as segundas-feiras, a TV Barriga Verde/SC (afiliada da TV Bandeirantes) recebe em seu programa “Meio-Dia Catarina”, o especialista em Segurança, Edgar Lopes. Ele comenta fatos relacionados ao dia, dá dicas de segurança e também responde perguntas dos telespectadores. A grande diferença é que a emissora inova ao trazer como comentarista fixo um agente de Polícia Federal que se dedicou por 20 anos à PF e agora, aposentado, oferece informações importantes para o público do Estado de Santa Catarina. “Uma frase que tenho falado e gerado boa repercussão é: são pequenas mudanças que causam as grandes transformações”. Ele demonstra que a melhoria na questão de segurança não deve partir apenas do Estado, mas também de toda a sociedade.

Edgar Lopes nos conta como foi convidado: “O convite partiu do Saul Brandalise, proprietário da TV, logo após minha aposentadoria. Ele já me conhecia de algumas palestras que faço por aqui em Universidades e do livro que ajudei a escrever, com o capítulo sobre tráfico internacional de pessoas (livro: Saúde nas Fronteiras/ Universidade Federal de Santa Catarina), também de várias entrevistas e palestras pelo Brasil que dei sobre tema. Ele gostou do tema, do meu posicionamento e experiência como policial federal”.

A participação do agente começou no dia 08 de maio e, em menos de um mês, é um dos programas mais assistidos. No dia da estreia, o apresentador Gustavo Bosler ressaltou para o público e diretamente para Edgar Lopes, sobre a importância de um policial federal como comentarista. “Eu acredito que agregará demais aqui pra gente o seu conhecimento. Um agente especial da Polícia Federal, hoje aposentado evidente, por isso está aqui conosco, mas um agente que tem conhecimento de campo, de trabalho e investigação bastante importante. Precisamos lembrar que nem sempre o problema de segurança pública é exclusivo do Poder Público, e você tem esse pensamento também nessa linha”, disse.

“Temos que ver a cidade e a sociedade como um todo. A sociedade não pode simplesmente abandonar toda essa responsabilidade a critério da polícia. Ela tem que interagir. Vocês mostraram uma imagem de um acidente de moto e ali mostra a parte disso também, a ética que a pessoa tem que ter. O ser humano atendendo o ser humano e não apenas esperar que a polícia faça o papel dela”, respondeu o comentarista.

Edgar Lopes começou com 16 anos na aeronáutica como especialista em Estruturas Aerodinâmicas, formou-se na Escola da Aeronáutica (Guaratinguetá/SP). Na Força Aérea fez carreira militar por 11 anos. Prestou concurso para a Polícia Federal e ficou lotado em São Paulo por dez anos nas delegacias de Polícia Marítima, Delecoi (hoje Delefin, que cuida dos crimes financeiros) e Combate ao Crime Organizado e de Capturas. Transferido para Santa Catarina, permaneceu por mais 11 anos entre a delegacia de Imigração e também na delegacia de Segurança Privada.

Sentimento

"Consigo atuar de outra forma junto à sociedade, tentando formar opiniões, mostrar que a nossa mudança é muito maior do que esperarmos uma mudança de governo. Uma mudança sim de nossas atitudes pessoais, dos nossos valores que precisam ser repensados. Do que realmente queremos enquanto sociedade”. Foto:Rodrigo Teodósio. cinegrafista da BandO escritor americano Richard Bach disse uma vez: “Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou”. Talvez a frase se aplique também ao comentarista Edgar Lopes, quando explica seu sentimento diante desta nova missão agregada à sua experiência policial.

“O sentimento é de alguém que realizou com muita vontade tudo aquilo antes na sua vida e agora vê todo aquele conhecimento, aquela gama de realizações nessa vida policial e na anterior à policial (vida familiar e a militar que tive). Esse sentimento de carinho, de satisfação, de me sentir hoje um homem mais completo nesta área que agora atuo”.

Por quê? “Porque consigo atuar de outra forma junto à sociedade, tentando formar opiniões, mostrar que a nossa mudança é muito maior do que esperarmos uma mudança de governo. Uma mudança sim de nossas atitudes pessoais, dos nossos valores que precisam ser repensados. Do que realmente queremos enquanto sociedade”. E completa dizendo que se sente capaz de ir além por todas as pessoas que acrescentou no seu rol de amigos e que hoje lhe dão suporte.

Estamos ao vivo

Se o grande desafio para um profissional de Comunicação é a apresentação de um programa ao vivo, em que erros podem ser cometidos, mas voltar atrás é impossível, imagine para um agente de Polícia Federal que não tinha experiência anterior com a mídia.

Edgar Lopes relata como foi encarar esse desafio. “Foi uma mudança de paradigma muito grande, porém, o apoio que eu tive das pessoas do meio de Comunicação foi algo fantástico. Senti-me muito à vontade, muito bem”. E completou: “Agora um policial federal passar a ser de repente um comentarista e trabalhar na área do jornalismo, é também uma mudança radical, porém, o policial de uma forma geral tem que estar preparado para várias atitudes e várias situações que a vida pode lhe oferecer“.

“Nosso psicológico tem que estar preparado”, disse. “A TV não é diferente. Ali é um mundo que temos que conviver e nessa convivência nós aprendemos cada momento, a cada instante e, principalmente quando temos profissionais que nos emprestam a sabedoria deles, o conhecimento”.

Apesar de ser conhecedor sobre o tema de segurança e ter muita experiência em campo, as perguntas são as mais variadas. Como o comentarista lidaria, por exemplo, com uma questão que naquele momento não tivesse uma resposta?

 “Na área de segurança, fica mais fácil termos uma visão geral mas, se for um assunto específico, eu teria humildade em falar: olha, infelizmente neste momento essa pergunta, apesar de pertinente, está acima do meu conhecimento e irei buscar a melhor resposta para trazer no próximo programa. Não darei uma resposta imprecisa aqui, ao vivo, para depois não passar por tolo ou muito menos por um apresentador que está enganando e não levando a comunicação mais correta possível”, explicou."Acredito que nem todo mundo é conhecedor 100% de tudo". Foto extraída do Facebook

Edgar completa: "Eu teria a simplicidade de falar que aquele assunto eu desconheço e falaria abertamente. Acredito que nem todo mundo é conhecedor 100% de tudo. Às vezes, temos uma curta ideia sobre um fato que não dá para discorrer muito tempo”. E ressalta: “O que não podemos é deixar o telespectador sem resposta. Não adianta querer enganar, falar de assuntos que não conhecemos, pois ai não somos comunicadores, não somos comentaristas, estamos sendo farsantes, desleais com as pessoas”.

Para ele, ainda há muito que aprender: “Quero muito aprender com essa equipe da Barriga Verde/ Bandeirantes que tem me dado todo apoio”. Edgar Lopes mencionou todos os nomes dos que integram o programa e acrescentou: “Todos têm me abraçado com todo carinho e me ensinado muito. A humildade deles em me ensinar tem sido fantástica. Tenho aprendido todos os dias”.

Polícia Federal

"(...)Agradecido à Polícia Federal por tudo o que ela me ensinou nestes vinte anos que passei junto também a todos os amigos que fiz dentro da PF, que me nortearam e ensinaram muito".Foto:arquivo pessoalSobre a PF, Edgar fala com orgulho: “Mais uma vez me sinto um homem muito realizado. Agradecido à Polícia Federal por tudo o que ela me ensinou nestes vinte anos que passei junto também a todos os amigos que fiz dentro da PF, que me nortearam e ensinaram muito. Mas, sobretudo mais calejado pra vida, mais experimentado e com a certeza de tudo o que aprendi sendo policial federal, posso hoje transportar para a sociedade, fazendo um paralelo da minha vida policial com a vida que eu preciso ter aqui fora, sendo cidadão mais próximo a esta sociedade”.

“Sempre preguei que a Polícia Federal tem que sair dos castelos que ela ocupa. A PF tem que estar mais próxima à sociedade, ela tem sim que se fazer aquela polícia cidadã. Se ela quer modificar, se ela quer um Brasil melhor, não basta apenas investigar, temos que mostrar o que somos capazes junto à sociedade”, argumentou.

Futuro

Saul Brandalise, responsável pela Band de Santa Catarina estuda ampliar a participação do PF Edgar Lopes para mais um dia da semana. “Eu acho que está sendo de boa valia para o jornal”, avaliou o policial animado. “Parece-me que em breve teremos um programa que estamos idealizando, não de apresentação ou de entrevistas, um pouquinho diferente deste formato. Uma atração e possível inovação para a TV, na qual acredito que ficará bem interessante”. Do que se trata, Edgar não nos adiantou e nem o fará. Aguardemos.