O SINDICATO

HISTÓRICO

Com a necessidade da criação de um órgão com representatividade sindical para defender, coordenar e proteger interesses individuais e coletivos da atividade profissional dos policiais federais e servidores administrativos surge, em 22 de agosto de 1989, o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (SINDPOLF/ SP).
Desde então, policiais e servidores do Estado contam com um órgão competente e coeso nas reivindicações sociais e trabalhistas, que tem realizado, desde sua fundação, ações que permitem a melhoria contínua das condições de trabalho no Departamento de Polícia Federal, colaborando com o fortalecimento da instituição e realizando as transformações que a categoria profissional deseja e a sociedade necessita.
O SINDPOLF é o único e legítimo representante no Estado de São Paulo de toda a Carreira Policial Federal, composta pelos cargos de Agente, Escrivão, Papiloscopista, Delegado e Perito, bem como pelos servidores administrativos do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal.

Alexandre Santana Sally, presidente do SINDPOLF/SP e Fernando Capano, sócio da Capano, Passafaro Advogados Associados, foram entrevistados por Carla Francisco, que comanda o programa Em Discussão Segurança, da TV Alesp, no último dia 5 (quinta-feira)

A jornalista começou a entrevista falando dos 42 casos de suicídios de Policiais Federais ocorridos entre 1999 e 2015. Apenas entre 2010 e 2015, foram identificados 24. Alexandre Sally foi questionado sobre o assunto, que teve ampla abordagem durante o programa. Ele citou casos de perseguição e assédio moral que podem piorar a situação de quem já esteja passando por um processo de depressão, como a utilização do processo disciplinar.

“O processo disciplinar dentro da Polícia Federal é utilizado como instrumento de perseguição e assédio porque a maioria de comissões de disciplinas é constituída por delegados. E esses delegados se utilizam de sua função para infligir o medo e tentar através do medo fazer com que os policiais exerçam a vontade deles. Isso mudou depois da greve. De três, quatro anos para cá nós conseguimos ter um pouco mais de paz”, comentou Sally. 

O advogado Fernando Capano também comentou sobre como o assédio moral e a pressão no trabalho refletem de forma negativa na vida  do Policial Federal como um todo. “Quem conhece o interna corporis sabe que a gente precisa melhorar por demais. Em especial no que diz respeito ao ambiente de trabalho, o que está ocasionando toda essa onda de suicídios e, não só dessa atitude mais radical, mas uma onda que temos assistido no sindicato, há bastante tempo, de famílias quebradas, separações, divórcios, brigas que acabam resvalando na família, fruto de tudo isso que o policial passa no dia a dia.”

O presidente também falou sobre a forma que a imprensa tem tratado os profissionais da segurança pública. “O policial está ali dando a vida dele, defendendo a sociedade, a vida do cidadão que  ele não conhece, dando a vida dele por isso, troca tiro com o bandido, o bandido vem a óbito e ele ainda é condenado por essa ação. Ele é marginalizado por ter reagido e acabado com o resultado morte. Até em chamadas de imprensa, por exemplo, recentemente: juiz reagiu a assalto e mata bandido e policial matou bandido. É diferente a abordagem”. 

Sally (que foi recentemente eleito Secretário de Relações Internacionais da OIP - Organização Internacional das Entidades Policiais de Língua Portuguesa -, que é vinculada à CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e Capano também falaram das denúncias sobre o tratamento dado pelo governo brasileiro aos policiais que levaram para a sede da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suiça, em julho. 

Veja a entrevista na íntegra.